Barcos

Shsh Shsh vuii Splash, na tormenta vertiginosa e felina o que teria impulsionado os homens a abraçar uma tarefa superior as suas forças, desejo de  glória, certamente, mas para a maioria o querer alcançar uma vida melhor.

 Shsh Shsh vuii Splash, a ambição pelas riquezas, a vontade de engrandecer um reino pequeno e fraco e o sonho férreo de uma mulher Filipa, que teve força suficiente para culturizar uma corte ainda barbara. Ah sempre a cultura.. , e os João ninguéns  que só tinham como alternativa abraçar a esperança de uma vida melhor.

Shsh Shsh vuii Splash, o receio dos monstros, do vazio, do fim do mundo, e que estupefacção deveria ter sido quando estes argonautas se depararam com seres de peles acastanhadas, quando perceberam que havia luz e calma para lá do tunel governado pelo adamastor.

Shsh Shsh vuii Splash, a ampulheta lembra que o tempo avança, não volta para trás e a culpa é da entropia, dá sentido ao tempo e obriga a que na vida sejamos sempre mais.

 Shsh Shsh vuii Splash, e nestes pensamentos embaladores acreditamos que uma vez fomos grandes, demos mundos ao mundo. Ninguém ama episodios de derrota mas esquecemos que a vida depende sempre da lente com a qual se olha para ela.

Shsh Shsh vuii Splash, bodes expiatórios é o que estamos a ser vivendo quiçá, muitos de nós verdadeiros epicentros de desgraça para atapetar os passos que levarão a mudanças que contrariamente ao que diz o poeta é mesmo para mudar as mentalidades actuais.

 

 Shsh Shsh vuii Splash, e este desejo de alcançar mais, de adorar o mar no seu vaivem sonhador, moldou o caracter de um povo que embora beba goles de sofrimento de empreitada sabe que chegará um dia onde haverá sorrisos e onde não serão mais precisas as palavras.

Maria M