Ribeira das naus

Acho que nas veias de todo o lusitano corre água salgada, ou não fossem eles os filhos do mar. O Tejo beija as margens, despindo-se sem nunca se desnudar tal o rendilhado da sua espuma. Sento-me no passadiço e vejo ao longe os mastros. Que altivez, como seria inebriante no tempo das naus, no tempo […]